Projeto que melhora a relação de estudantes da educação básica com a Matemática em uma escola de Castanhal foi apresentado no VII SIEX

O que quatro jovens podem fazer pra melhorar o aprendizado em Matemática dos alunos de uma escola pública? Milena, Rafael, Renan e Ronaldo, todos alunos da Faculdade de Matemática do Campus Castanhal podem responder.

Os quatro estudantes atuam no projeto de extensão Ensinar e aprender Álgebra nas séries Iniciais, desenvolvido em turmas do 4º e 5º anos da escola Graziela Gabriel, no Bairro do Milagre, em Castanhal.

O projeto, orientado pela professora Gerlândia Thijm, é um dos trabalhos, entre os quase 70, que foram apresentados durante esta quarta, 15 de setembro, dentro da programação do VII Simpósio de Iniciação Científica e de Extensão - Siex.

A atividade foi pensada, inicialmente, para a introdução da álgebra na escola, mas a realidade mostrou que os alunos tinham dificuldades nas operações aritméticas (soma, subtração, multiplicação e divisão), um desafio que os quatro universitários foram hábeis em solucionar para poder ensinar o que estava previsto no projeto, como conta Renan Almeida de Abreu.

“A gente traz a ideia de álgebra, sem afirmar que é álgebra e assim eles já estão fazendo os cálculos com letras. Um exemplo de como a gente faz isso é um jogo de tabuleiro em que a se usa o milho, representado pela letra M. Então, quando caem 2 milhos no sinal de mais e 1 milho no sinal de menos, eles já sabem que têm que calcular 2M-1M”.

O dinamismo das aulas conquistou professores e alunos, como a pequena Cristine, de 9 anos, que confessa que passou a gostar muito mais das aulas de matemática.

“A gente começou a jogar e a aprender matemática. Eu aprendi a somar, diminuir, multiplicar e dividir.”

Para os professores, como Francisca Figueiredo, do 5º ano, os resultados do projeto na escola já são visíveis e influenciam positivamente alunos e professores. “Até as notas melhoraram e na hora de fazer as atividades está fluindo muito mais rápido. O interesse é bem melhor (...). Eles ficam esperando chegar sexta-feira, que é o dia do projeto”.

Sobre a influência do projeto sobre o seu trabalho como professora, Francisca destaca a possibilidade de atualização. “A gente está sempre precisando aprender alguma coisa e o professor na sala de aula está sempre precisando de ajuda. E nada melhor do que esses alunos que estão atualizados para trazer isso pra gente.”

Contribuição que é reciproca, como relata o universitário Raphael Passinho, que também atua no projeto. “A gente vê o sentido da extensão, a gente sai da universidade para atender a comunidade. E, além disso, a partir do projeto, a gente pode ter a experiência prática da sala de aula, assim como vamos produzir informações para os nossos trabalhos de Conclusão de Curso”.

Texto e fotos: ASCOM – UFPA/Castanhal

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