Pesquisador do Núcleo de Meio Ambiente da UFPA ministra aula inaugural do Mestrado em Estudos Antrópicos

Uma jornada de dois anos iniciou na manhã desta segunda (03), com a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos na Amazônia (PPGEAA), realizada no Auditório do GETI da UFPA em Castanhal e que contou com a presença do professor Wagner Luiz Ramos Barbosa, coordenador do Programa de Pós-Graduação de Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia do Núcleo de Meio Ambiente da UFPA.

O professor Wagner foi convidado pela coordenação do PPGEAA e, em sua palestra intitulada “A pesquisa científica, tecnológica e cultural sobre sociobiodiversidade para o desenvolvimento local na Amazônia”, trouxe, aos mais novos alunos de pós-graduação do Campus Castanhal, informações relevantes para quem está iniciando um curso que tem como foco questões ligadas ao desenvolvimento regional.

“Com as recentes restrições colocadas pelo atual governo no que se refere aos investimentos em educação, saúde e outras áreas, é importante que nós, dentro da sala de aula, possamos discutir mecanismos, ferramentas e possibilidades para o desenvolvimento. Precisamos negar a teoria do progresso e substituí-la pela prática do desenvolvimento local, considerando todas as características que cada região, cada comunidade, cada pessoa têm e pode aportar dentro desse processo de desenvolvimento”.

O coordenador do PPGEAA, professor José Guilherme, também falou sobre a importância de se contribuir socialmente com a região.

“O Mestrado em Estudos Antrópicos vem estudar a questão da inserção do homem na Amazônia, tanto individualmente quanto em coletividade, procurando entender quais são os problemas da região. A partir das nossas pesquisas, esperamos poder, ou com ações efetivas, ou minimamente com dados, ter um perfil desses problemas para que se busquem possíveis soluções para a Região Amazônica”.

E foi pensando em uma problemática que está em pauta no cenário atual que Saulo William Costa, formado em Sistemas de Informação pelo Campus Castanhal, conseguiu a aprovação no Mestrado.

“Eu já trabalhava no Campus com um projeto na área da Computação Afetiva e a partir daí surgiu a ideia de um projeto para o Mestrado: usar a computação afetiva como auxílio no diagnóstico precoce em casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, dentro do contexto de regiões ribeirinhas. A gente vai buscar crianças nessas áreas, justamente porque há uma ausência de notificações de casos de abuso e violência em áreas ribeirinhas.”

Os 24 candidatos aprovados no processo seletivo para o Mestrado Interdisciplinar apresentaram projetos com temáticas ligadas ao contexto amazônico e à ação do homem nessa região. Eles terão, a partir de agora, uma trajetória de estudos e pesquisas até a obtenção do título de mestre.

Texto e fotos: Paula Lopes – Ascom UFPA/Castanhal

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